Desenhe em 2D ou em 3D. É o mesmo desenho.
2D e 3D não são duas telas que alguém precisa manter em sincronia: são duas vistas do mesmo documento. A pedra selecionada, a cota — que é campo digitável nas duas —, o recorte e o arrasto se comportam igual dos dois lados. E a geometria que sai no fim é de montagem, não de ilustração: o vértice é guardado ao milésimo de milímetro e o arco vai para o DXF como arco.
2D e 3D são a mesma verdade
Não existe um segundo modelo para manter. A pedra acesa no 2D está acesa no 3D, a cota é campo digitável nas duas vistas, o vão do recorte é clicável no 3D como o polígono é no 2D, e arrastar a pedra é o mesmo gesto — com o mesmo grude e o mesmo desfazer. Escolhe-se a vista pela conveniência do momento, não pela tarefa.
Os comandos do CAD, no vocabulário da pedra
Caneta ponto a ponto, retângulo, círculo pelo raio, vértice e aresta arrastáveis, trena, cota digitável, ângulo por quina e arredondamento. Os comandos que o desenhista de CAD já conhece estão lá: matriz retangular, polar e em caminho, offset do contorno inteiro ou de uma aresta só, espelhar, girar a seleção inteira e agrupar. Uma linha de comando opcional (tecla /) aceita os apelidos do AutoCAD — REC, PL, CI, F, O, AR, MI — com o número junto: REC 120x60 já desenha. Nada disso precisa ser decorado: toda ferramenta está no trilho lateral, e todas falam em tampo, saia, frontão, virada, engrosso, recorte e cuba.
O vértice ao milésimo de milímetro
Precisão total por dentro, arredondamento só na tela: a cota mostra uma casa decimal e o desenho guarda o número inteiro do cálculo. Valor digitado fica exato e nunca é reajustado por baixo do pano. Um micrômetro é dez vezes mais fino que a resolução de qualquer CNC, e o DXF ainda sai com três casas decimais.
Tratamento de ângulo, com o erro que ninguém vê
A ferramenta de ângulo mostra a quina com três casas decimais — é nessa casa que se lê que 89,99° não é 90°. Digite 90 numa quina e as duas do mesmo lado fecham juntas — a correção de uma não desregula a outra, que é o defeito clássico de acertar ângulo puxando vértice à mão. E há uma trava que vale mais que o recurso: a ferramenta de ângulo não altera comprimento — medida que se mexeria além da tolerância é recusada, não corrigida em silêncio.
Arredondar por arrasto, e a curva que a máquina entende
Arraste a quina para dentro e ela arredonda; a segunda gruda no raio exato da primeira, que é como se acertam quatro cantos iguais sem digitar raio nenhum. O arco é propriedade da aresta, nunca vértices a mais: o desenho guarda a curva e ela chega ao DXF como curva de verdade, não como uma sequência de retas que se parece com ela. Saia curva é facetada pelo desbaste real da fábrica, editável aresta por aresta, e facetar mais fino não muda o preço.
Acabamento é geometria, não etiqueta
São 22 perfis de quina, 5 modelos de junta e até 2 engrossos por aresta, e escolher um nome define os três de uma vez, sem combinação inválida a memorizar. A junta move a pedra: rente, 45°, espelho, contenção e recuo põem o painel em lugares diferentes e mandam cortes diferentes para a serra. Chapa de 2 cm com engrosso de 3 dá banda de 5 cm, e a banda é derivada, não digitada.
Cada superfície é uma pedra, não um campo
Saia, frontão, rodabanca, virada, seguimento e engrosso têm contorno próprio e ficam pendurados na aresta que os hospeda. Daí sai o que 'adicionar saia' não faz: saia em metade da frente, tira esticada, tira sobre tira, peça em pé, colar pedra sobre pedra — cobrada em m² — e emendar aresta com aresta, cobrada em metro linear.
Recorte cotado como desenho técnico
Retângulo com raio de canto, círculo por diâmetro e elipse de dois eixos — a cuba de louça —, em qualquer superfície da peça, não só no tampo. A cotagem é a do desenho técnico: uma cota por eixo, pela borda mais perto, terminando na marca de centro. Quando o caminho até a borda passa por outro furo, a medida vira de eixo a eixo, que é como se marca uma bateria de torneira sem duas linhas impressas uma por cima da outra.
Do primeiro traço ao arquivo da máquina
Cinco passos, e nenhum deles redigita a peça. O que muda do primeiro ao último é só o que se pergunta ao mesmo documento.
Desenhe o contorno
Retângulo pelo arrasto, contorno livre ponto a ponto com a caneta, ou um dos 5 projetos prontos: nicho, coluna, bancada em L de banheiro, bancada em L de cozinha e boca de churrasqueira. O projeto pronto é receita de nascimento — depois do clique ficam peças comuns, editáveis uma a uma.
Confira medidas e ângulos
Cote pela tela, digite o valor exato e verifique cada quina com a ferramenta de ângulo. Quando a figura acumulou meio milímetro de sobra, cravar as medidas leva todas ao valor mostrado de uma vez — como ato explícito, porque geometria não se muda sozinha na véspera do corte.
Pendure as superfícies
Saia, frontão, virada, seguimento e engrosso nascem na aresta que os hospeda, com altura e avanço próprios. Cada aresta pode ter o seu, e nenhuma precisa ter.
Escolha um acabamento por aresta
Um nome resolve o perfil da quina, a junta com a peça vizinha e quantas camadas colam. Os 45° das quinas e as emendas em planta são derivados pelo motor: ninguém digita o ângulo.
Aprove e leve para a fábrica
O preço acompanhou o traço o tempo todo. Na aprovação o mapa de corte congela, e do mesmo documento saem a folha da oficina, o plano de aproveitamento da chapa, o DXF e o link 3D do cliente.
O mesmo desenho vira quatro documentos.
Preço com endereço
A chapa é cobrada por superfície: uma linha do tampo e uma de cada tira, no endereço da aresta. Dá para apontar de onde vem cada metro quadrado — o m² do frontão não fica escondido num total.
Mapa de corte congelado
Uma pedra por linha, com contorno, cotas, recortes posicionados e só as marcas que mudam o trabalho: polir e 45°. Folha em que tudo está marcado não marca nada.
DXF em milímetro
As mesmas pedras do mapa, em milímetros, com arco como arco e as operações separadas por camada para o CAM ler.
3D na mão do cliente
O mesmo documento, com a textura real da pedra escolhida, aberto num link temporário sem app e sem cadastro.
Perguntas sobre o projeto e o desenho
- Dá para desenhar em 2D e em 3D no mesmo projeto?
- Sim, e não são dois arquivos. 2D e 3D são vistas do mesmo documento: a seleção, as cotas editáveis, os recortes e o arrasto da pedra se comportam igual nas duas. Não existe exportar do 2D para o 3D nem manter duas versões — o 3D é derivado do desenho, não modelado outra vez.
- Preciso saber AutoCAD para usar?
- Não. Toda ferramenta está no trilho lateral e fala em tampo, saia, frontão, virada, engrosso, recorte e cuba; a quina se arredonda arrastando. Quem vem do AutoCAD encontra os comandos que já usa — matriz, offset, fillet, espelhar — e uma linha de comando opcional com os mesmos apelidos (REC, PL, F, O, AR). Quem nunca usou CAD desenha pelos botões, sem decorar nada, com a mesma precisão.
- Com que precisão o desenho chega à máquina?
- O vértice é guardado ao milésimo de milímetro e arredondado só para aparecer na tela. Um valor digitado fica exatamente como foi digitado; só o ímã do gesto de mão arredonda ao milímetro. No DXF a coordenada sai com três casas decimais e o arco sai como arco, na convenção da própria polilinha do formato — não como uma poligonal que se parece com a curva.
- Como o sistema trata os ângulos?
- Cada quina tem ângulo lido e editável com três casas decimais. Digitar um ângulo corrige a figura distribuindo a sobra por todas as arestas, e é por isso que as duas quinas de baixo fecham em 90° ao mesmo tempo, em vez de a correção de uma desregular a outra. O que a tela mostra como reto fica reto. E a ferramenta de ângulo não altera comprimento nenhum: qualquer escrita que mexesse numa medida é recusada.
- Dá para fazer quina arredondada e saia curva?
- Dá, e sem digitar raio: arraste a quina para dentro e ela arredonda; a próxima gruda no mesmo raio. A borda curva já entra no orçamento cobrada pelo comprimento do arco. Em saia curva o motor faceta pelo desbaste real da politriz, e não pela resolução da tela: é quantos pedaços a máquina consegue fechar, editável aresta por aresta, e facetar mais fino não muda o preço.
- O que dá para desenhar além de uma bancada retangular?
- Contorno livre com qualquer número de vértices, arcos, peça em pé, tira sobre tira (o nicho), saia em metade da aresta, borda de contenção, cuba esculpida com rampa e canal de escoamento, rebaixo americano e italiano, e ripado paramétrico com a última ripa aparada pelo contorno. São 7 processos paramétricos e 5 projetos prontos, e depois do clique tudo continua editável peça por peça.
- O Marmos substitui o CAM da minha CNC?
- Não, e é importante dizer: o DXF leva geometria nominal e a intenção de fabricação separada por camada. Ferramenta, compensação de kerf, profundidade, entrada e ordem final continuam no CAM e no pós-processador homologado da máquina. Compatibilidade de formato não substitui o teste na máquina real antes do primeiro corte de produção.
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