DXF e CNC

O DXF não é redesenhado. Ele nasce da peça.

No Marmos, o arquivo não é um contorno ilustrativo feito depois do orçamento. Ele exporta as mesmas pedras congeladas no mapa de corte: medidas nominais em milímetros, curvas, recortes e intenção de fabricação separados por camada para o CAM.

A geometria que virou preço

Tampo, saia, frontão, engrosso e recortes vêm do mesmo modelo paramétrico usado no orçamento. Não existe uma segunda digitação de medidas entre vender a peça e abrir o arquivo no CAM.

Milímetro e origem declarados

O DXF declara milímetro e usa origem no canto inferior esquerdo, com X para a direita e Y para cima. A transformação é rígida: a peça não muda de escala nem é espelhada ao sair do desenho.

Curva continua curva

Arcos seguem como arcos por bulge, a forma nativa da polilinha DXF. Furos, recortes e cubas ovais têm entidades próprias ou uma aproximação compatível no formato R12.

Uma camada por intenção

Contorno, recorte, furo, polimento, perfil, mitra, cava e rasgo no verso não chegam misturados. Nome e cor da camada ajudam o operador a mapear cada geometria para a operação correta no CAM.

Peças ou chapa arranjada

O DXF das peças serve a quem faz o nesting no próprio CAM. O DXF da chapa preserva o arranjo do plano para perfis que o utilizam. São artefatos diferentes, porque respondem a fluxos de fábrica diferentes.

DXF é fato; CAM decide a ferramenta

O arquivo leva geometria nominal e intenção. Compensação de kerf, ferramenta, profundidade, lead-in, ordem final e colisão continuam no CAM e no pós-processador homologado da máquina.

Arquivos para o fluxo real da oficina.

DXF R2000

Polilinhas fechadas, arcos, círculos, elipses, camadas nomeadas, cores e unidades declaradas.

DXF R12

Alternativa para importadores antigos, sem depender de entidades que esses leitores não reconhecem.

Pacote da chapa

ZIP com DXF, manifesto versionado e LEIA-ME explicando unidade, origem, camadas e alertas.

Arquivo de conferência

Leitura separada que sobrepõe referências para revisar; o arquivo destinado ao CAM leva apenas o que cabe naquele perfil de máquina.

Perguntas sobre DXF e CNC

O DXF do Marmos vai direto para a máquina?
Não. DXF é o arquivo de geometria que entra no CAM. É o CAM que escolhe ferramenta, compensação, trajetória e ordem e o pós-processador do fabricante gera o programa da máquina. Separar essas responsabilidades evita um arquivo genérico fingir que conhece cada equipamento.
Funciona em qualquer CNC ou serra ponte?
O Marmos gera DXF R2000 e R12 seguindo convenções comuns de CAM para pedra, mas cada combinação de CAM, pós-processador e máquina precisa ser homologada pela própria marmoraria antes do primeiro corte de produção. Compatibilidade de formato não substitui teste na máquina real.
O arquivo já inclui o kerf e a compensação da ferramenta?
Não. A geometria é nominal e o CAM é o dono da compensação. Se o Marmos deslocasse o contorno e o CAM compensasse de novo, a peça sairia com erro. O plano de aproveitamento considera kerf para organizar a chapa, mas o percurso final pertence ao CAM.
Qual é a diferença entre DXF das peças e DXF da chapa?
O DXF das peças entrega as pedras sem afirmar onde ficam na chapa, para o operador fazer nesting no CAM sobre a pedra real. O DXF da chapa carrega o arranjo de um plano já montado, além das referências e do manifesto daquele material.
Arcos, cubas e operações chegam separados?
Sim. Arcos viajam como geometria curva, recortes e furos têm contornos próprios, e operações como polimento, perfil, mitra, cava e rasgo no verso ficam em camadas separadas. O formato R12 usa alternativas compatíveis quando uma entidade moderna não existe nele.

Do traço ao CAM, sem digitar a peça de novo

O mesmo modelo que forma o preço entrega as pedras reais, o mapa da fábrica e a geometria nominal do DXF.